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Portas abertas para as novidades

Feliz com um par de horas livres, resolvi refletir sobre o que ouvi num post no Instagram de Lucas Lujan. “Emprestar a ponta da canga para alguém que ainda não sei o nome, mas vai me ajudar a construir um castelo”, frase da escritora Cristina Rioto. Deixei de lado as preocupações costumeiras. Me foquei nos espaços novos, oportunidades e pessoas que nos são apresentadas ao longo da vida e que muitas vezes desprezamos.

O novo e a novidade precisam de espaço, de licença pra chegar. É como um chamado sem voz. Se encontram a porta trancada e os ouvidos tapados vão embora em busca de outro lugar para se instalar. Acabam se tornando apenas uma vontade interna e pessoal de que tudo se renove. Gostam da audácia.

Determinados indivíduos avançam mais e mais rápido nas suas escolhas e desejos. Em boa parte das tentativas, conquistam vitórias e são felizes dentro dos seus propósitos individuais. Outros, que até compartilham das mesmas oportunidades e dos mesmos ensinamentos, custam a engrenar. Parece que vivem enclausuradas em si, em suas opiniões, em suas crenças. Estão tão fechadas que não percebem que o novo pode estar bem ali ao seu lado à espera de encontrar caminho livre pra se alojar. Vivem o medo da mudança prevendo um futuro que, na sua perspectiva, sempre dará errado. Aquelas do primeiro grupo, ao contrário, não são refratárias ao novo. Se erram, reconhecem os erros, consertam rápido e recalculam as trajetórias. São corajosas.

Você pode até dizer que nem tudo que parece como novidade é bom. É verdade. Calça saruel ou de gênio da Disney são um exemplo. Posso afirmar que não são tão novidades assim. Reapareceram novamente nas passarelas das últimas semanas de moda, já andam pelas lojas físicas e on line do fast fashion, mas não vestem bem nem em modelos super magras. Coisas da moda.

Quando surge algo que se coloca como novo é interessante parar e analisar as razões pelas quais está ali bem diante dos nossos olhos. Nunca é por um motivo fútil. Em geral, serve pra que deixemos a “beirada da canga vaga” pra permitir que os ventos tragam algo inédito, diferente e transformador. Pode aparecer na forma de um pensamento, de uma experiência, de uma canção, de outra pessoa. É o momento de largar de lado aquilo que não presta mais. É uma excelente possibilidade de crescimento e transformação. Pense nisso.

Quanto à moda, deixe pra lá. Ela tem essa fantástica dinâmica de se renovar num constante ir e vir pelas décadas. Sempre haverá algo novo ou revisitado que fique bem em você.