“João trabalhava em uma fazenda. Reclamava de tudo, até da quantidade de água diferente que cada planta precisava. Achava um absurdo que a abóbora se desenvolvesse em uma rama rasteirinha, por exemplo. Um vegetal enorme que não tinha folhas grandes, tronco ou galhos. Achava uma injustiça. Certa tarde, durante a soneca após o almoço sobre a sombra de uma jabuticabeira, acordou porque uma frutinha da árvore havia caído sobre a sua testa. Desnorteado, a imagem de uma abóbora apareceu imediatamente nos seus pensamentos.”

Já imaginou se uma abóbora caísse sobre a sua cabeça? Só no conto mesmo: abóboras são vegetais rasteiros como as cenouras, as beterrabas. A Natureza é magnânima, sabe o lugar de cada um, de cada estação do ano, de cada nascer do sol, de cada ser vivo, inclusive das abóboras.

Fui uma menina de muitas perguntas. Beirava a chatice. Quando li esse conto curtinho na escola, passei o dia inteiro pensando nele. Seria possível que uma abóbora caísse mesmo de uma árvore? Nunca havia conhecido uma plantação de abóboras.

Entender o que me rodeia, facilita a minha vida e me dá mais ânimo para seguir em frente.  Agir de forma natural e simples é outra atitude necessária.  Nada de averiguar demais, esperar demais, mudar demais. Mudar o mundo. A Natureza sabe o que faz.